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CONSCIÊNCIA NEGRA
História e cultura afro-brasileira são mote de evento no Parque Cidade
07/11/2017 | 17h43
História e cultura afro-brasileira são mote de evento no Parque Cidade

“Acho que o preconceito no mundo tem que acabar.” É com essa frase que a aluna Lorranne Samilly, de 9 anos, resume tudo o que aprendeu durante as atividades do evento sobre história e cultura afro-brasileira, promovido pelo projeto Bibliotecas no Parque. A ação aconteceu hoje (7), no Parque Cidade de Limeira. A programação envolveu alunos, professores e funcionários de escolas da rede municipal de ensino, além da comunidade em geral, e contou com poesia, dança, capoeira e contação de histórias. O intuito foi lembrar o Dia da Consciência Negra, comemorado nacionalmente no dia 20. O prefeito Mario Botion acompanhou o início das atividades no período da tarde.

Lorranne apresentou junto com seus colegas uma música africana, e disse que gostou muito por causa do seu significado: “Fala sobre preconceito”. Ela contou que tanto na escola como em casa, com os pais, conversa sobre esse assunto.

Enrico Sousa da Silva, de 10 anos, falou que a mensagem que ficou do evento é que é importante ter respeito com todas as pessoas.

A professora Vânia Valim ressaltou que o tema da cultura afro-brasileira é trabalhado em sala durante todo o ano, apresentando aos alunos figuras negras históricas importantes, além de questões raciais atuais. “É necessário quebrar a imagem de que o negro escravizado era 'coitadinho'; havia luta e resistência, e pessoas que se destacaram nesse processo”, disse.

O professor de capoeira Diego Roberto de Souza levou, junto com seus alunos, a roda de capoeira Herança de Bimba. Ele elogiou a iniciativa, e frisou que é necessário lembrar a consciência negra todos os dias, não apenas em novembro. “A cultura negra tem muito valor, e deve ser cultivada e preservada”, ressaltou.

A coordenadora da Biblioteca Pedagógica, Taciana Lefcadito Alvares, falou que o evento atingiu as expectativas e cumpriu o seu papel. “Conseguimos que os alunos expusessem o conteúdo apreendido em sala de aula por meio de várias linguagens artísticas”. Ela ainda destacou a valorização e disseminação da cultura africana, além da difusão da questão da diversidade de etnias e do combate ao preconceito racial.
 

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