DPIR realiza formação antirracista para docentes da Escola Estadual Ely de Almeida Campos
Iniciativa em parceria com o Conviva SP reuniu professores e gestores para o debate pedagógico
O Departamento de Promoção da Igualdade Racial (DPIR), vinculado à Secretaria de Cultura de Limeira, segue ampliando sua atuação por meio de formações voltadas à educação antirracista no município. Nesta semana, novas capacitações foram realizadas na Escola Estadual Professor Ely de Almeida Campos, durante as sessões de Aula de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC).
A formação foi realizada em parceria com o Conviva SP (Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar), uma iniciativa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) que visa transformar as escolas estaduais em ambientes mais seguros, acolhedores e solidários.
As atividades ocorreram em três momentos distintos para contemplar o corpo docente: nesta quinta-feira (23), participaram nove professores e dois gestores. Já nesta sexta-feira (24), o trabalho continuou no período da manhã, com nove professores e um coordenador, e no período da tarde, reunindo 13 professores, uma coordenadora e o vice-diretor da unidade.
O impacto positivo das formações já pôde ser observado na prática. Um dos docentes, responsável por disciplinas voltadas ao mercado de trabalho, solicitou orientações para abordar especificamente a desigualdade racial no ambiente corporativo — visto que dados atuais confirmam que profissionais negros ainda não possuem a mesma equiparação salarial que profissionais brancos em cargos equivalentes.
Para o DPIR, esse tipo de demanda reforça a importância de levar o letramento racial para todos os ambientes. O interesse espontâneo em aplicar o tema em matérias curriculares demonstra que os profissionais da educação estão atentos à necessidade de preparar os alunos para os desafios reais da sociedade.
Para a diretora do DPIR, Ana Luísa de Luca Hebling, o foco está na formação de agentes multiplicadores. "Nossos módulos abordam tópicos que provocam a autocrítica e profunda reflexão, demonstrando como o preconceito racial, muitas vezes invisível e inconsciente, gera comportamentos discriminatórios na prática", destaca.